A indústria calçadista goiana é um dos setores mais relevantes para a economia estadual, empregando milhares de profissionais e movimentando toda uma cadeia produtiva que envolve fábricas, fornecedores, distribuidores e lojistas. Segundo dados do Observatório da Indústria da FIEG (2024), o setor gera mais de 18 mil empregos diretos e mais de 45 mil indiretos em Goiás, concentrando-se em polos produtivos como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Trindade.
Nesse cenário, o sindicato dos trabalhadores do calçado, representado pelo STI Calçados Goiás, exerce papel essencial: proteger os direitos, garantir condições justas e promover o equilíbrio entre capital e trabalho. A atuação sindical é o elo que assegura que o crescimento do setor também resulte em qualidade de vida e valorização para o trabalhador calçadista.
O que são as negociações coletivas e por que elas importam
As negociações coletivas são o principal instrumento de diálogo entre trabalhadores e empregadores. Por meio delas, são definidos salários, benefícios, jornadas, normas de segurança e direitos complementares que vão além da CLT. No setor calçadista em Goiás, essas negociações são fundamentais para adequar as condições de trabalho às especificidades da produção de calçados — um segmento que exige habilidade manual, precisão técnica e, muitas vezes, longas jornadas em linha de montagem.
Para o trabalhador, a negociação coletiva significa segurança e valorização; para o empresário, representa estabilidade nas relações trabalhistas e previsibilidade financeira. Quando bem conduzido, o processo fortalece toda a indústria calçadista goiana, criando um ambiente mais justo, competitivo e produtivo.
Passo a passo das negociações coletivas no setor calçadista
1. Levantamento de demandas e preparação da pauta
Tudo começa com um diagnóstico real das condições de trabalho. O sindicato realiza consultas, assembleias e enquetes junto à categoria, ouvindo demandas sobre reajuste salarial, benefícios, transporte, alimentação, EPIs e condições de segurança.
Com base nessas informações, o STI Calçados Goiás elabora uma pauta de reivindicações, que é aprovada em assembleia e formalmente encaminhada ao sindicato patronal — geralmente o SINDICALCE, que representa as indústrias do setor.
2. Análise empresarial e contraproposta
Do outro lado, as empresas analisam a viabilidade das solicitações. São considerados fatores como inflação acumulada, produtividade, exportações e custo de insumos, especialmente em momentos de variação cambial ou de retração econômica. Essa análise resulta em uma contraproposta, que serve de base para o diálogo direto entre as partes.
3. Rodadas de negociação
Em seguida, acontecem as reuniões formais de negociação, nas quais representantes do STI e do sindicato patronal debatem ponto a ponto as cláusulas da convenção.
Nessas rodadas, prevalecem os princípios de transparência, respeito e equilíbrio, sempre buscando conciliar o direito do trabalhador calçadista com a sustentabilidade da indústria calçadista goiana.
4. Assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
Quando as partes chegam a um consenso, o acordo é formalizado em uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), registrada junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. Esse documento tem validade — geralmente de 12 meses — e torna-se referência legal obrigatória para todas as empresas e trabalhadores do setor.
5. Fiscalização e acompanhamento
Durante a vigência da CCT, o sindicato monitora o cumprimento das cláusulas. Casos de descumprimento são tratados com diálogo, mediação ou, se necessário, acionamento da Justiça do Trabalho. Esse acompanhamento garante que os direitos acordados sejam efetivamente respeitados e preserva o equilíbrio nas relações industriais.
Benefícios das negociações coletivas para o setor calçadista
O impacto positivo é visível em toda a cadeia produtiva. Entre os principais benefícios estão:
Para os trabalhadores:
- Reajuste salarial anual conforme a inflação e ganhos reais negociados;
- Garantia de piso salarial específico para o setor calçadista em Goiás;
- Melhoria nas condições de segurança e ergonomia;
- Incentivos à qualificação profissional e estabilidade no emprego.
Para as empresas:
- Redução de conflitos trabalhistas e de passivos judiciais;
- Clima organizacional mais estável e colaborativo;
- Planejamento financeiro previsível ao longo do ano;
- Valorização da imagem institucional e compromisso social.
Esses avanços mostram que as negociações coletivas fortalecem a competitividade da indústria calçadista goiana, tornando-a mais moderna, humana e preparada para os desafios de mercado.
Desafios e perspectivas para o futuro
Entre os desafios mais recorrentes estão as mudanças tecnológicas e produtivas. A chegada da Indústria 4.0, a automação e o uso de inteligência artificial estão transformando a forma como os calçados são produzidos. Nesse contexto, o sindicato tem o papel de proteger o emprego e promover requalificação profissional, garantindo que o trabalhador calçadista não seja deixado para trás na transição tecnológica.
Além disso, é necessário fortalecer o diálogo entre empresas e sindicato, buscando soluções conjuntas para temas como produtividade, sustentabilidade e novas relações de trabalho. A negociação deve continuar sendo um instrumento de progresso — não de conflito.
Conclusão e chamada à ação
As negociações coletivas no setor calçadista goiano são a base de um futuro mais justo e equilibrado para todos. Quando sindicato, empresas e trabalhadores caminham juntos, o resultado é uma indústria mais forte, moderna e humana.
Para saber mais, visite a página da STI Calçados-GO.
Somos o STI Calçados Goiás, uma entidade fortemente comprometida em fortalecer, proteger e valorizar cada passo dos trabalhadores do dinâmico setor calçadista. Nossa missão vai além da representação sindical; buscamos ser um farol de apoio, orientação e advocacia para cada membro que contribui com sua arte e esforço para o florescimento da indústria de calçados goiana.


