A indústria calçadista brasileira tem evoluído constantemente em tecnologia, sustentabilidade e design. No entanto, ainda existe um desafio essencial que precisa ser enfrentado com mais seriedade: a inclusão de pessoas com necessidades especiais. O setor possui enorme potencial para promover mais acessibilidade e dignidade por meio da criação de calçados adaptados, que aliem conforto, funcionalidade e estilo para todos os corpos e realidades.
A importância do design inclusivo no setor calçadista
Milhões de brasileiros convivem com alguma condição física, neurológica ou sensorial que impacta diretamente na mobilidade ou na forma como usam calçados. Pé diabético, amputações, diferenças de desenvolvimento nos membros, paralisias ou síndromes motoras são apenas alguns exemplos de situações que exigem modelagens e materiais específicos.
A maioria das marcas ainda não contempla esses públicos com linhas específicas, o que obriga muitas famílias a recorrerem a calçados sob medida, que nem sempre são acessíveis. Investir em design universal — aquele pensado para funcionar bem para o maior número possível de pessoas — é mais do que uma tendência: é uma necessidade ética e social.
O que torna um calçado mais inclusivo?
Um calçado adaptado ou inclusivo não é apenas aquele feito sob medida, mas aquele que considera uma série de elementos durante sua concepção:
- Aberturas mais amplas, com zíperes laterais ou frontais.
- Fechamentos com velcro, ímãs ou elásticos ajustáveis.
- Palmilhas removíveis e anatômicas, que acomodam órteses ou próteses.
- Solados com boa aderência e estabilidade para evitar quedas.
- Modelagens diferenciadas para pés com formatos assimétricos ou sensibilidade.
Além disso, o uso de materiais hipoalergênicos, antimicrobianos e com boa respirabilidade é fundamental para garantir conforto e prevenir complicações.
O papel da indústria e dos sindicatos na promoção da inclusão
A inclusão precisa ser estratégica. Fábricas, designers e marcas devem ouvir as pessoas com deficiência para compreender suas reais necessidades. E os trabalhadores calçadistas devem receber capacitação para lidar com essas demandas — tanto no processo produtivo quanto na comercialização.
Sindicatos e associações têm um papel fundamental nesse processo: promover debates, apoiar formações específicas, incentivar linhas de financiamento e atuar como ponte entre empresas e profissionais com deficiência ou necessidades específicas. É também um caminho para a diversificação de produtos e a valorização do trabalho artesanal adaptado.
Conclusão
A acessibilidade no setor calçadista é uma oportunidade de inovar com propósito. Criar produtos que respeitem e acolham todas as pessoas é uma forma concreta de promover inclusão social, justiça e reconhecimento da diversidade humana. Que cada passo dado na produção seja também um passo em direção à equidade.
Somos o STI Calçados Goiás, uma entidade fortemente comprometida em fortalecer, proteger e valorizar cada passo dos trabalhadores do dinâmico setor calçadista. Nossa missão vai além da representação sindical; buscamos ser um farol de apoio, orientação e advocacia para cada membro que contribui com sua arte e esforço para o florescimento da indústria de calçados.
Para conhecer nossos projetos, formações e apoio ao desenvolvimento humano e profissional no setor, visite a página da STI Calçados GO.


