Gestão de resíduos na indústria calçadista: práticas obrigatórias e recomendadas para 2026

A gestão de resíduos na indústria calçadista tornou-se um tema central no Brasil, especialmente em regiões com forte produção, como Goiás. Em 2026, as empresas precisam estar mais preparadas para lidar com exigências ambientais, otimizar processos e reduzir desperdícios — não apenas por obrigação legal, mas também por competitividade e responsabilidade social. A cadeia produtiva do calçado lida diariamente com materiais como couro, EVA, PU, borracha, tecidos, colas e solventes. Por isso, organizar corretamente esses resíduos é essencial para garantir segurança, eficiência e conformidade ambiental.

A importância da gestão adequada de resíduos na cadeia calçadista

A produção de calçados gera resíduos de alto impacto ambiental. Retalhos de couro, aparas de solado, restos de adesivos e embalagens precisam de destinação correta para evitar contaminação do solo e da água. Além disso, resíduos químicos — como solventes e colas — exigem tratamento especializado, conforme determinações da legislação brasileira.

Uma gestão de resíduos bem estruturada traz benefícios diretos à empresa, como:

  • Redução de desperdícios;

  • Cumprimento das normas ambientais, evitando multas;

  • Melhoria da imagem institucional perante consumidores e parceiros;

  • Maior controle sobre o processo produtivo;

  • Possibilidade de reaproveitamento interno, reduzindo custos.

Para o trabalhador calçadista, ambientes mais limpos e organizados também significam menor exposição a substâncias perigosas e condições mais seguras no dia a dia.

Práticas obrigatórias exigidas pela legislação ambiental

A legislação brasileira estabelece regras claras para a gestão de resíduos industriais. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei 12.305/2010) determina que empresas são responsáveis pela destinação adequada de seus resíduos. No setor calçadista, isso inclui tanto aparas e materiais sólidos quanto resíduos químicos.

As práticas obrigatórias incluem:

  1. Classificação adequada dos resíduos (perigosos e não perigosos);

  2. Armazenamento seguro, com recipientes fechados e áreas sinalizadas;

  3. Contratação de empresas licenciadas para coleta e transporte;

  4. Documentação da destinação, com Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR);

  5. Treinamento dos trabalhadores que lidam com resíduos.

Além disso, resíduos como solventes e colas devem ser tratados como materiais perigosos, seguindo normas específicas para transporte e armazenamento, reduzindo riscos de incêndio e contaminação.

Práticas recomendadas para aprimorar a gestão e reduzir impactos

Além das obrigações legais, existem práticas recomendadas que podem elevar a eficiência produtiva e reduzir significativamente o volume de resíduos nas fábricas calçadistas. Essas práticas também ajudam empresas a se alinharem às tendências ambientais que já são exigidas em mercados internacionais.

Entre as recomendações mais eficazes estão:

  • Adoção de processos de corte digital, que reduzem aparas;

  • Reaproveitamento de sobras internas para fabricação de contrapezes, palmilhas ou reforços;

  • Uso de materiais recicláveis, como EVA reprocessado e tecidos reciclados;

  • Parcerias com cooperativas e recicladores locais;

  • Monitoramento contínuo da geração de resíduos, com metas anuais de redução.

Essas ações também contribuem para tornar as empresas mais competitivas, especialmente em setores que exigem certificações ambientais e padrões elevados de sustentabilidade.

Oportunidades para empresas goianas em 2026

A gestão de resíduos não é apenas uma obrigação: ela se torna uma oportunidade de diferenciação. A adoção de práticas sustentáveis melhora a reputação da empresa e pode abrir portas para novos mercados, especialmente quando se trata de exportação. Compradores internacionais valorizam fabricantes que seguem padrões ambientais rígidos.

Em Goiás, empresas que implementam gestão eficiente de resíduos obtêm vantagens como:

  • Redução de custos com matéria-prima;

  • Melhoria da eficiência produtiva;

  • Possibilidade de novos modelos de negócio ligados à economia circular;

  • Acesso facilitado a programas de crédito e certificações.

Além disso, trabalhadores qualificados para lidar com resíduos industriais ganham destaque profissional, já que a demanda por competências alinhadas à sustentabilidade cresce a cada ano.

Conclusão

A gestão de resíduos na indústria calçadista é um pilar indispensável para o desenvolvimento sustentável, a segurança dos trabalhadores e a competitividade das empresas em Goiás. Em 2026, quem investir em práticas adequadas — combinando obrigações legais com inovações sustentáveis — estará melhor preparado para os desafios do setor e para as exigências crescentes do mercado nacional e internacional.

Somos o STI Calçados Goiás, uma entidade fortemente comprometida em fortalecer, proteger e valorizar cada passo dos trabalhadores do dinâmico setor calçadista. Nossa atuação vai além da representação: buscamos orientar, informar e defender cada profissional da categoria.

➡️ Para saber mais sobre nossas ações e iniciativas, visite a página da STI Calçados GO.

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