A segurança e a ergonomia são pilares fundamentais na indústria calçadista, especialmente em ambientes que envolvem corte, costura, colagem, montagem e o uso constante de máquinas. Em 2026, o setor se depara com novas tecnologias, revisões normativas e práticas mais eficientes para prevenção de acidentes e redução de doenças ocupacionais. Para Goiás, onde o setor calçadista tem forte presença, esse debate é ainda mais urgente.
A evolução das normas de segurança aplicadas ao setor calçadista
As Normas Regulamentadoras (NRs) são referências essenciais para garantir ambientes seguros. Duas delas têm impacto direto no setor: NR-12, que trata da segurança em máquinas e equipamentos, e NR-17, que define critérios de ergonomia. Nos últimos anos, essas normas passaram por revisões para torná-las mais claras, atualizadas e adequadas à realidade da indústria.
A NR-12 reforça requisitos como:
- Sistemas de parada de emergência;
- Proteções fixas e móveis;
- Sinalização adequada;
- Manutenção preventiva documentada.
Já a NR-17 destaca a importância de posturas adequadas, pausas, ajustes ergonômicos e adaptação de postos de trabalho, reduzindo riscos de LER/DORT — problemas comuns em costura, corte manual e montagem.
Essas normas se tornam ainda mais relevantes em 2026 conforme novas tecnologias surgem e exigem atualização contínua da força de trabalho.
Tecnologias modernas que ampliam a segurança e reduzem riscos
A modernização das fábricas impulsiona o uso de equipamentos mais seguros, com sensores, automação e sistemas inteligentes que protegem o trabalhador. Na indústria calçadista, a adoção dessas tecnologias está acelerando, principalmente em empresas que buscam eficiência e redução de falhas.
Entre as tecnologias em destaque estão:
- Sistemas de extração e ventilação eficientes, essenciais em setores com uso de colas;
- Máquinas de corte digital com sensores de proximidade;
- Equipamentos de costura com controles eletrônicos, reduzindo esforço repetitivo;
- Ferramentas ergonômicas, que diminuem sobrecarga muscular;
- Softwares de monitoramento, que analisam pausas, movimentos e riscos ergonômicos.
Além disso, o uso correto de EPIs, como luvas, óculos de proteção, máscaras e calçados antiderrapantes, continua sendo indispensável para evitar acidentes.
Boas práticas ergonômicas e cuidados essenciais no chão de fábrica
A ergonomia desempenha papel fundamental na saúde do trabalhador calçadista. Pequenas mudanças na rotina podem prevenir lesões e melhorar a produtividade. Entre as boas práticas recomendadas para 2026 estão:
- Ajuste da altura das bancadas;
- Uso de cadeiras adequadas, com apoio lombar;
- Pausas regulares para descanso muscular;
- Variação de tarefas para evitar repetitividade;
- Alongamentos guiados e exercícios simples no início do expediente.
Oficinas, costureiras, operadores de corte e montadores são os grupos que mais se beneficiam de rotinas ergonômicas, pois suas atividades envolvem movimentos repetitivos e posturas prolongadas.
Como o STI Calçados-GO contribui para um ambiente mais seguro
O sindicato tem papel crucial na promoção da segurança e da ergonomia dentro das fábricas. Além de fiscalizar o cumprimento das normas, o STI Calçados-GO atua como orientador e parceiro no desenvolvimento de ambientes de trabalho saudáveis.
As ações incluem:
- Cursos sobre NR-12, NR-17 e saúde ocupacional;
- Orientação sobre EPIs obrigatórios;
- Apoio em negociações coletivas que envolvem ergonomia;
- Distribuição de materiais informativos;
- Parcerias com instituições de treinamento profissional.
Para os trabalhadores, esse apoio é fundamental para garantir condições dignas e proteção contínua.
Conclusão
A segurança e a ergonomia na indústria calçadista são temas que ganharão ainda mais força em 2026, impulsionadas por novas tecnologias, revisões normativas e maior atenção ao bem-estar do trabalhador. Cuidados ergonômicos, equipamentos modernos e capacitação contínua são caminhos essenciais para proteger vidas e fortalecer a produtividade.
Somos o STI Calçados Goiás, uma entidade fortemente comprometida em fortalecer, proteger e valorizar cada passo dos trabalhadores do dinâmico setor calçadista. Nossa missão inclui apoiar, orientar e defender cada profissional que faz parte dessa cadeia tão importante para Goiás.
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