A economia circular vem ganhando destaque em diversos segmentos industriais, e na cadeia calçadista brasileira ela se apresenta como um caminho sólido para reduzir impactos ambientais, aumentar eficiência e abrir novas oportunidades para trabalhadores e fábricas. Em 2026, esse movimento tende a se intensificar devido à pressão por sustentabilidade, à demanda dos consumidores e às estratégias globais adotadas por grandes marcas de calçados. Para Goiás — estado com forte presença da indústria — o tema se mostra ainda mais relevante, especialmente para micro, pequenas e médias empresas que buscam se manter competitivas.
Reaproveitamento de materiais como pilar da economia circular
No setor calçadista, o reaproveitamento de resíduos já ocorre há anos, mas a nova fase da economia circular transforma essa prática em estratégia central. Resíduos como aparas de couro, retalhos de tecido, sobra de solados e sobras de materiais sintéticos têm ganhado novas utilizações dentro da própria cadeia produtiva. O objetivo é simples: reduzir descarte e aumentar o ciclo de vida dos materiais, evitando que produtos úteis se transformem em lixo industrial.
As fábricas têm adotado soluções como:
- Moagem de resíduos de solado para reconstituição de componentes;
- Reutilização de aparas de couro em palmilhas e peças internas;
- Aproveitamento de tecidos para produção de brindes ou componentes de menor visibilidade;
- Parcerias com cooperativas para reciclagem de materiais sintéticos.
Essas iniciativas não só diminuem custos, mas também fortalecem a imagem ambiental das empresas, fator cada vez mais valorizado por marcas nacionais e internacionais.
Reciclagem como motor de inovação na cadeia calçadista
A reciclagem industrial no setor de calçados tem mostrado avanços significativos. Materiais reciclados — especialmente poliuretano, EVA e borracha — já são utilizados há anos por grandes fabricantes brasileiros. Em 2026, a tendência é crescer ainda mais, impulsionada por tecnologias de recomposição química e mecânica que permitem transformar materiais de descarte em novas matérias-primas.
Entre os exemplos reais adotados no setor, destacam-se:
- Reciclagem mecânica de EVA, que gera insumos para solados leves;
- Reaproveitamento de borracha triturada, aplicada em solados mais resistentes;
- Produção de tecidos reciclados, feitos a partir de garrafas PET ou fibras recuperadas;
- Uso de couro reconstituído, fabricado com aparas e fibras naturais.
Essas tecnologias ampliam oportunidades para empresas goianas que buscam diversificação e novos mercados, além de contribuir para o cumprimento de exigências ambientais.
Novas oportunidades para fábricas e trabalhadores em 2026
A expansão da economia circular, além de reduzir custos e impactos ambientais, cria novas funções profissionais, como técnicos em reciclagem, operadores de máquinas específicas e agentes de controle de resíduos industriais. Para o trabalhador calçadista, isso significa mais áreas de atuação e a necessidade de atualização profissional.
Para as fábricas, surgem oportunidades como:
- Redução de gastos com matéria-prima;
- Criação de novos produtos com apelo sustentável;
- Entrada em mercados especializados;
- Melhoria da reputação e cumprimento de exigências socioambientais.
No interior de Goiás, onde muitas empresas competem com grandes marcas nacionais, a economia circular pode ser um diferencial estratégico para ampliar vendas, conquistar novos clientes e fortalecer a competitividade.
Desafios na implementação da economia circular no setor calçadista
Apesar das vantagens, a adoção da economia circular traz desafios que precisam ser compreendidos pelas indústrias e trabalhadores. Entre os fatores mais comuns estão o investimento inicial em equipamentos especializados, a adaptação dos processos produtivos e a necessidade de capacitação técnica constante.
Principais desafios:
- Custos para aquisição de máquinas de trituração e reciclagem;
- Necessidade de qualificação da mão de obra;
- Falta de fornecedores certificados em algumas regiões;
- Exigências ambientais mais rígidas.
O papel das entidades sindicais, como o STI Calçados-GO, torna-se essencial para orientar trabalhadores e apoiar empresas na transição para modelos produtivos mais sustentáveis.
Conclusão
A economia circular representa um novo ciclo para a indústria calçadista em 2026: mais eficiente, mais sustentável e capaz de gerar oportunidades reais para quem vive o chão de fábrica. Reaproveitamento, reciclagem e inovação são pilares que fortalecem não apenas as empresas, mas também os trabalhadores que constroem o setor em Goiás.
Somos o STI Calçados Goiás, uma entidade fortemente comprometida em fortalecer, proteger e valorizar cada passo dos trabalhadores do dinâmico setor calçadista. Estamos ao lado de nossos associados na busca por oportunidades, conhecimento e defesa de direitos.
➡️ Para saber mais sobre nossas iniciativas, visite a página da STI Calçados GO.


